Estava eu bem feliz e obviamente dormindo neste domingo quando o telefone começou a tocar insistentemente às 8h47 da manhã. Não suportando o barulho e preocupada com a já comentada insistência, resolvi levantar. Era uma ligação para a minha amiga, com quem divido o apartamento. O estranho é que ela nunca dá esse número pra ninguém e tal. Continuando a conversa ao telefone, informo a ligante que ela está dormindo. A pessoa então me pergunta o que sou da minha amiga, digo amiga e ela pede para confirmar o endereço referente a uma compra que ela havia realizado ontem (sábado à noite) no Submarino!
Meu Deus!!!! As pessoas não têm mais educação? A pobre da moça que trabalha, ou melhor, que é explorada até domingo de manhã já perdeu tão completamente a noção de que domingo é um dia sagrado e não se liga pra casa das pessoas antes do meio dia! E é assim hoje em dia, educação é frescura. As pessoas ligam a qualquer hora. Eu fui ensinada, numa época em que ainda se ensinava bons modos, a não ligar antes das 10h e nem depois das 22h. Eu acho que os negócios deveriam ser os primeiro a primar por isto. Agora, por exemplo, estou tão indignada que nunca vou comprar no Submarino. Tb já fiz esta promessa sobre as Americanas.com porque eles não marcam horário para entrega – agem como se nós pudéssimos passar o dia à disposição da entrega deles. E a empresa de logística que eles usam é burra: vieram sempre no mesmo horário! Sequer tentaram variar os períodos (o que teria funcionado). Mas isso não é prova de má educação, eu sei. Tenho outra, então. No supermercado onde compro (única e exclusivamente por ser perto da minha casa), o Zaffari, os mocinhos que recolhem carrinhos e empacotam andam correndo pelos corredores com sua fila de carrinhos e se não tomarmos cuidado, podemos ser atropelados. E freqüentemente eu tenho que parar pra eles passarem, como se eles fossem o motivo do super estar aberto. (Escrevendo isto me dei conta do tanto que eu entrei nesta lógica do negócio vs cliente: o cliente sempre tem razão. Eu achava que nós deveríamos ser regidos por uma ‘lei superior’, uma lei que regesse o bem estar da sociedade como um todo, sem essas diferenças mesquinhas de quem tem dinheiro e de quem recebe aquele dinheiro… Bom, pra me redimir, sempre que isto acontece lá, no super, eu penso pacientemente: eles estão trabalhando!).
Eu tenho um amiguinho neném que falou uma coisa muita acertada: a politesse é uma máscara. E é mesmo. Nós passamos a vida usando máscaras pra vivermos em sociedade. O engraçado é que essa as pessoas vêm se recusando a usar esta. Acho que ficou demodé…
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